PROGRAMA DO VELEIRO
1. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
1.0.Introdução:
Um veleiro que vai servir de
moradia para uma família deve seguir algumas prioridades. Ao contrario
de um veleiro de regata que visa otimização de velocidade, um barco de
charter que prioriza uma grande quantidade de beliches para pernoite ou
uma embarcação de final de semana que percorrerá apenas pequenos
percursos ou ficará pouco tempo distante de um porto, a embarcação que
servirá de moradia terá que priorizar a segurança, a autonomia e o
conforto.
Considerando o tempo que a
tripulação desta embarcação ficará à bordo e as diferentes situações de
mar à que vão estar expostas a segurança é essencial. Para tal deve-se
ser previsto equipamentos de salvatagem, sistema de segurança para o uso
e navegação em situações críticas, alem da manutenção da flutuabilidade
por maior tempo possível em caso de avarias.
Por ser esperado que se faça
grandes travessias deve ser prevista a necessidade de uma grande
autonomia. Para isto foi previsto um grande espaço para armazenamento de
alimentos e água, além de um sistema de energia autônomo que garanta a
manutenção de um certo conforto e dos equipamentos de navegação e
segurança.
O conforto é essencial se
considerarmos que muitas vezes serão passados vários dias sem a
possibilidade de sair do mesmo em um espaço reduzido que é o veleiro.
Desta maneira este deve apresentar várias alternativas de uso e
entretenimento além de soluções para minimizar os efeitos negativos
quando em condições adversas de navegação. Também há a necessidade de se
ter vários armários já que nestes se encontrarão todas as roupas da
tripulação.
1.1.Tipo:
Veleiro de Cruzeiro Oceânico
para moradia de uma família média, dotado de motor auxiliar, cockpit
central, armação de vela sloop, com autonomia para travessias ou
permanências de até 60 dias para 4 ocupantes.
1.2 Dimensões:
Comprimento
total
12,00 m
Comprimento da
linha d’água
9,43 m
Altura da linha
d’água de projeto
0,62 m
Boca máxima
3,90 m
Deslocamento
8,00 ton
Lastro
3,80 ton
2. ARRANJO GERAL:
2.1.Compartimentagem do casco:
Tanque de colisão à ré definido
pela baliza 1.
Tanque de colisão à vante definido
pela baliza 10,5.
Posição das anteparas
estruturais:
As anteparas estruturais localizam-se nas balizas 2 / 4 / 4,5 / 5,5 /
7,5 / 8,5 / 9,5 e 10,5. Na baliza 7,5 a antepara esta vinculada à
requisitos estruturais decorrentes do mastro.
3.APROVISIONAMENTO:
3.1.Tanques para óleo diesel:
Com capacidade para 300 L
divididos em dois tanques de 150 L, estes são estanques, com
abastecimento externo, localizados o mais baixo possível de forma a não
alterar o equilíbrio da embarcação.
3.2.Tanques para água potável:
Com capacidade de 600 L e com
abastecimento externo, estão divididos em quatro tanques isolados a fim
de propiciar um bom isolamento e evitar contaminação entre eles. Estão
localizados o mais baixo possível de forma a não alterar o equilíbrio da
embarcação.
3.3.Paióis:
Paiol de popa com boa aeração
e protegido da água do mar para a armazenagem de botijões de gás e
eventuais galões de combustível.
4.INSTALAÇÃO DO MOTOR AUXILIAR:
O motor está posicionado a
partir da baliza 3,30 cm a vante, na linha de centro. Dimensões: 800 x
900 x 650.
5.CASCO:
O casco do veleiro é
dotado de uma proporção próxima a 1/3 o que garante uma boa estabilidade
de forma, amplo espaço para arranjo e um desempenho adequado a um
veleiro de cruzeiro. A laminação de fibra de vidro tem espessura média
de 25 mm.
6.Formas do casco:
TABELA
DO PLANO DE LINHAS DO VELEIRO DE 40 PÉS
|
BALIZAs |
LINHAS D`ÁGUA |
convÉs
ao
lado |
LINHAS do ALTO |
|
250 |
500 |
650 |
1000 |
1500 |
1750 |
½
BOCA |
h |
a |
b |
c.line |
|
12 |
|
|
|
|
|
|
000 |
2100 |
|
|
2100 |
|
11 |
|
|
|
|
0173 |
0275 |
0375 |
2050 |
|
|
1150 |
|
10 |
|
0058 |
0175 |
0400 |
0600 |
0681 |
0750 |
2000 |
2000 |
|
0450 |
|
09 |
0100 |
0489 |
0600 |
0835 |
1009 |
1064 |
1075 |
1950 |
0840 |
|
0221 |
|
08 |
0548 |
0850 |
0961 |
1210 |
1375 |
1400 |
1400 |
1925 |
0403 |
|
0080 |
|
07 |
0850 |
1175 |
1293 |
1530 |
1643 |
1655 |
1655 |
1910 |
0196 |
0933 |
0030 |
|
06 |
1050 |
1425 |
1550 |
1781 |
1875 |
1875 |
1875 |
1900 |
0128 |
0571 |
0010 |
|
05 |
1150 |
1525 |
1652 |
1875 |
1950 |
1957 |
1960 |
1875 |
0098 |
0479 |
0000 |
|
04 |
1136 |
1519 |
1939 |
1853 |
1962 |
1968 |
1960 |
1875 |
0109 |
0483 |
0010 |
|
03 |
1000 |
1383 |
1500 |
1725 |
1874 |
1900 |
1900 |
1900 |
0166 |
0625 |
0100 |
|
02 |
|
1005 |
1162 |
1450 |
1650 |
1692 |
1700 |
1900 |
0377 |
1093 |
0300 |
|
01 |
|
|
0320 |
1008 |
1325 |
1375 |
1375 |
1900 |
0798 |
|
0600 |
|
00 |
|
|
|
|
0850 |
0909 |
0900 |
1900 |
1353 |
|
1050 |
Distância
entre balizas : 1000 mm
Distância entre linhas do alto A e
B : 750 mm
Todas desta tabelas medidas estão em
milímetros.
PLANOS DE LINHAS:

7.EQUIPAMENTOS
AUXILIARES:
- 2
âncoras de diferentes tipos com 25 Kg cada
- 200 m
de cabo e 20 m de correntes para ancoragem
- 8
coletes salva-vidas (400 x 300 x 70 mm cada)
- 2 bóias
salva-vidas (700 mm de diâmetro)
- 2
extintores de incêndio (600 x 220 mm)
- 1 balsa
inflável (1200 x 600 x 400 mm)
- 2
bombas de porão
- 4
defensas (800 x 300 mm de diâmetro)
8.REQUISITOS PARA O
ARRANJO:INTERIOR:
8.1.Beliches:
A embarcação dispõe
de 8 beliches: 1 beliche duplo no camarote de proa e outro no camarote
de proa e dois beliches simples de sobrepor no salão em ambos os bordos
junto aos sofás. Os beliches estão posicionados longitudinalmente à
embarcação e dispõe de acessórios que evitam a queda dos ocupantes e
proporcionem conforto ao usuário em situações de navegação adernada a um
do bordos.
8.2.Cozinha:
A boa ventilação se
dá por ventilação natural cruzada entre as vigias e escotilhas e pela
ventilação forçada gerada por um ventilador/exaustor de teto
externamente acoplado a um cachimbo. A iluminação é garantida
naturalmente pelas escotilhas e vigias além da iluminação elétrica para
a noite e dias nublados.
A pia é provida de
uma bacia dupla com torneiras de água salgada e outra de água doce
provida de bomba manual de pé para evitar o desperdício da mesma. A
bacia está posicionada de maneira a evitar respingos no sofá. Acima da
pia está o posicionamento das louças onde são colocadas para escorrer e
quando secas já se encontram em seu devido lugar.
A cozinha é dotada
de fogão de duas boca e forno que pode funcionar tanto com gás,
combustível líquido ou eletricidade suspenso por um eixo cardã paralelo
ao eixo longitudinal da embarcação.
O desenho da
cozinha foi concebido de modo a permitir o apoio de seu ocupante durante
seu uso em condições mais adversas de uso.
A geladeira
elétrica tem capacidade de 120 L e há também uma caixa de gelo sob o
piso ao lado da cozinha em frente à gaiúta de entrada.
Há também uma caixa
de gelo para que quando a embarcação estiver em localidades com fácil
acesso à gelo esta possa ser usada em lugar da geladeira e assim
economizar energia. Sua localização esta sob o piso da cozinha. Esta se
deve ao fato de que neste ponto a embarcação esta sob a água e por isto
à uma temperatura natural mais reduzida. Ela é compartimentada para que
o acesso à alimentos de consumo constante não prejudique os de
armazenamento prolongado estando muito sujeito a variações de
temperatura pela abertura constante da porta.
O lixo é dotado de
um compactador manual.
Todos os armários
são providos de trinco que evitam sua abertura com o balanço.
Acima da pia há um
escorredor para facilitar a tarefa de lavar louça.
O volume abaixo do
cockpit está centralizado uniformizando o peso de mantimento.
A cozinha tem
ventilação cruzada própria.
8.3.Mesa de
Navegação:
A mesa de navegação
é dotada de uma mesa de navegação plotter de 52,83 x 71,88 cm. Esta base
se levanta e sob a qual há espaço para guardar os instrumentos
auxiliares à navegação. As cartas de navegação ficam em um compartimento
atrás do assento do navegador. Os instrumentos de navegação estão
dispostos sobre e entorno da mesa de navegação com iluminação e
posicionamento que facilitem suas leituras.
8.4.Banheiros:
A iluminação
natural do banheiro se dá através de uma vigia e a ventilação por um
exaustor com cachimbo. O banheiro de popa tem duas portas, uma para a
cabine para conferir privacidade e a outra para o salão ao lado da mesa
de navegação para que no caso de entrar molhado na embarcação possa ter
acesso ao mesmo. Além disto a porta que dá para sala permite um volume
de renovação de ar superior ao da cabine. A torneira da pia é a mesma
que pode ser removida e posicionada para servir de chuveiro. Esta é
servida de água doce e água salgada, dependendo da conveniência. Na área
de armário há espaço para produtos de higiene e medicamentos.
O lavatório e a bacia funcionam por
um sistema de bomba manual e estão posicionados acima da linha d’água.
9.COCKPIT:
A escolha do cockpit central se
deu pelo maior conforto de pilotagem em função de estar mais abrigado
aos respingos de água além de permitir uma maior utilização do deque para
área de lazer junto à popa.
Conseqüentemente foi necessário
elevar a retranca a fim de evitar que o movimento da catraca na mudança
de bordo representasse algum perigo para os tripulantes no cockpit. A
sua elevação elevou o centro de massa e para manter a mesma área vélica
foi necessário alterar levemente a forma da vela. Como o centro vélico
foi elevado em ½ da elevação da catraca, para manter a estabilidade a
bolina foi alterada com aumento de peso para baixar seu centro de massa.
CONSIDERAÇÕES GERAIS:
A escada tem inclinação de
60.
O equipamento de
salvatagem se encontra no cockpit com fácil acesso em caso de
necessidade.
O acesso ao motor é facilitado pela
abertura de sua caixa lateralmente e pelo o levantamento parcial da
escada.
10.PLANTAS E IMAGENS:
1 - Etapas do
Desenvolvimento do Trabalho
2 - Vista Lateral à
Estibordo
3 - Vista da Proa
4 - Vista da Popa
5 - Planta do Convés
6 - Planta do Arranjo
Interno
7 - Corte Longitudinal
– vista de bombordo
8 - Corte Longitudinal
– vista de estibordo
9 - Corte Transversal
– popa/proa
10 - Corte Transversal –
proa/popa
11 - Detalhes
12 - Arranjo do Sistema
Hidráulico
13 - Arranjo do Sistema
de Propulsão Vélico
14 - Arranjo do Sistema
Propulsor à Combustão
15 - Arranjo do Sistema
de Segurança à Incêndio
16 - Arranjo dos
Equipamentos de Salvatagem
17 - Arranjo dos
Compartimentos de Armários
18 - Arranjo dos
Compartimentos de Viveres
19 - Arranjo dos
Compartimentos Diversos ( cabos, equipamentos de manutenção, velas... )
20 - Análise dos Espaços
de Circulação
21 - Análise dos Espaços
de Assentos
22 - Análise dos Espaços
de Beliches
24 - Análise das
Aberturas e Sistema de Circulação de Ar
23 - Análise do Sistema
de Iluminação Natural
24 - Perspectiva
Isométrica do Casco 1
25 - Perspectiva
Isométrica do Casco 2
26 - Perspectiva
Isométrica Exterior 1
27 - Perspectiva
Isométrica do Exterior 2
11.Modelo
Tridimensional:
O modelo
tridimensional visa uma melhor visualização e compreensão dos volumes
internos a da embarcação, tanto das áreas de uso como de confinamento.
BIBLIOGRAFIA:
LIVROS:
MALONEY, Elbert S. – Chapman
Piloting. Hearst Marine Books, New York, 61º edition,
1994.
SCHENK, Bobby – Long-distance
Cruising. Davi & Charles Book, 1994.
MURRANT, Jim – La Biblia de la
Navegacion Desportiva. Cúpula, Barcelona, 1997.
LEAL, Abinael Mrais – Dicionário
de Termos Náuticos, Marítimos e Portuários. Aduaneiras, São
Paulo, 1992.
ECHEGARAY, Alfonso, BOSCH,
enric – Entendiendo el
Diseño Naval. Noray, Barcelona, 1º edição, 1985.
Schimidt, João G –
Aprenda a Velejar. Tecnoprint, Rio de Janeiro, 1992.
Vieira, Anselmo –
Iniciação à Navegação Marítima. Presença, 2º edição, Lisboa, 1991.
Barros, Geraldo Luiz
Miranda de – Navegar é Fácil. Edições Marítimas, Rio de Janeiro,
1985.
Sanada, Vera e Yuri –
Como viver à Bordo. L&PM, Porto Alegre, 1996.
PERIÓDICOS:
Mondo Barca – nº 52, maggio
1991 / nº 54, luglio 1991 / nº 57, ottobre 1991 / nº 59, dicembre1991.
Vela e Motore – nº 3, marzo
1991 / nº 7, luglio 1991 / nº 9, settembre 1991.
Bateaux – nº 461, octobre
1996.
Nautica - nº 346, febbralo
1991 / nº 358, febbralo 1992 / nº 431, marzo 1998 / nº 436, agosto 1998.
Bateaux / Salon – nº 451,
decembre 1995.
Yachting – nº 7, january
1998.
Sail – vol. 28, nº 3, march
1997 / vol. 28, nº 9, september 1997 / vol. 28, nº 10, october 1997.
Sail 1997 Sailboat
Buyers Guide
Sail 1998 Sailboat Buyers Guide
Cruising World – october
1995 / march 1997 / may1997 / october 1997.
Sailing Today -
nº 1, may 1997 / nº 2, june1997.
Vela e Náutica
– nº 55/56, dezembro/agosto 1995 / nº 58, março 1995 / nº67, dezembro
1995.
Navegar –
nº 6, dezembro/janeiro 1998 / nº 7,
fevereiro/março 1998.
Náutica, II Fenágua – edição
especial.
APOSTILAS:
LAB NAV - Universidade de
São Paulo AUP439 e AUP 441:
Metodologia / Representação Bi e Tridimensional
O Plano
de Linhas
Conceito
de Deslocamento
Conceito
de Estabilidade
O
Conceito de Flutuabilidade
A
Estrutura dos Navios
Tipologia
Geral das Embarcações
O
Ambiente Operacional
Modelagem
Bidimensional e Tridimensional
Método
Projetual para Projetos de Arranjos Navais
O Navio
como Sistema
Noções de
Arranjo dos Espaços das Embarcações
Acessos e
Circulações
Padrões
de Habitabilidade dos Espaços das Embarcações
Nomenclatura Naval – Termos Navais
Sobre os
Seminários:
Sistema
de Fundeio
Atracação
e Manobras
Equipamentos de Salvatagem
Equipamentos de Comando
Praça de
Máquinas
Equipamentos do Tijupá
Iluminação
Escadas e
Balaustrada
Aberturas
Móveis e
Equipamentos Navais
Acabamentos
FOTOGRAFIAS,Interiores
E LAYOUTS – apostila
NET.
ASSOCIAçÃO NACIONAL DE CRUZEIROS
– apostila NET.
coletâneas:
NÁUTICA & OFFSHORE:
Píers e Marinas
Breves
Técnicas, Meteorologia, Equipamentos e Opiniões
Eletricidade e Culinária
Arquitetura Naval
Relatos e Histórias
Testes e Design
REPORTAGENS:
VELEIROS
ESTABILIDADE
ARCHITETTURE PER IL MARE
CATÁLOGOS:
VÁRIOS:
AUER - panfleto de âncoras
MAN – Motores
MARINE – Geradores
MBT – Inversores
PANDA – catálogo geral
PLASTIMO – 98
RAYTHEON
:
-
1998 Apelco - Marine Eletronics
- 1996
-1997 Autohelm
Terra-mar
– pft transformador e carregador
VETUS – 1998
- Aluminium
Products
- Vetus Deutz
- Marine Diesel
Engines
- Eletrecidad a
Bordo / Elitricity on Board
- Entorno al Motor
/ Around the Engine
- Bow Thrusters
Eletric ( duas unidades )
- Pricelist /
Dealers
-
Catálogo Geral ( esp./ ing. duas unidades)
ZEFIR – panfleto geral